Conflitos, acordos, comércio e cooperação.
Cenário global recente e principais armadilhas em provas do Cebraspe (Certo/Errado).
Após 25 anos de negociações, o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia foi anunciado em dezembro de 2024, durante a cúpula do Mercosul em Montevidéu. O tratado prevê redução tarifária gradual, acesso a mercados e cláusulas ambientais. A banca pode afirmar que "o acordo já está em plena vigência", mas ele ainda precisa ser ratificado pelos parlamentos dos países-membros.
A China é o maior parceiro comercial do Brasil desde 2009, com comércio bilateral superior a US$ 150 bilhões. O Brasil busca equilibrar relações com China (econômica) e EUA (histórica). No governo Lula 3, houve reaproximação com a China (assinatura de acordos em tecnologia e infraestrutura). Com os EUA, a relação oscilou entre os governos Biden (cooperação climática) e Trump 2 (protecionismo e tarifas).
O Brasil defende a reforma do Conselho de Segurança da ONU para incluir novos membros permanentes (G4: Brasil, Alemanha, Índia e Japão). Durante a presidência brasileira do Conselho de Segurança (2023), o país abordou a guerra na Ucrânia e a necessidade de ampliar a representatividade. A banca pode afirmar que "o Brasil é membro permanente do CS da ONU" — ERRADO, é membro rotativo (eleito).
A posse de Nicolás Maduro para um terceiro mandato (2025), após eleições contestadas pela oposição e por observadores internacionais, gerou tensões com o Brasil. Embora o governo Lula tenha inicialmente tentado mediar a crise, o Brasil não reconheceu formalmente o resultado eleitoral, o que deteriorou as relações bilaterais. A banca pode afirmar que o Brasil endossou a reeleição de Maduro sem ressalvas, o que não é exato.
O Brasil retomou a política de cooperação Sul-Sul, com ênfase no BRICS, na CPLP, no IBAS (Índia, Brasil, África do Sul) e na cooperação com países africanos e latino-americanos. O país também ingressou na Aliança Global contra a Fome (2024), proposta durante a presidência brasileira do G20. A banca pode confundir IBAS com BRICS ou afirmar que o IBAS foi extinto.
O Brasil presidiu o G20 em 2024, com foco em combate à fome e reforma das instituições financeiras internacionais. A COP30 (Belém, 2025) também foi plataforma para o protagonismo brasileiro na agenda climática. A banca pode afirmar que o G20 de 2024 foi no Brasil e a COP30 em 2025 em São Paulo — a COP foi em Belém.
| Tema | Conteúdo chave | Pegadinha frequente |
|---|---|---|
| Guerra na Ucrânia | Brasil condenou invasão, mas não aplicou sanções | Afirmar que o Brasil sancionou a Rússia. |
| BRICS | Ampliação 2024; moeda de referência (não única) | Dizer que o BRICS já tem moeda única como o euro. |
| Mercosul-UE | Acordo anunciado em 2024; pendente de ratificação | Afirmar que já está em plena vigência. |
| Conselho de Segurança | Brasil é membro rotativo (eleito), não permanente | Dizer que o Brasil é membro permanente do CS. |
| China | Maior parceiro comercial do Brasil desde 2009 | Afirmar que os EUA continuam sendo o maior parceiro. |
| Israel-Hamas | Crises diplomáticas, mas sem rompimento formal | Dizer que o Brasil rompeu relações com Israel. |
| Venezuela | Brasil não reconheceu formalmente reeleição de Maduro | Afirmar que o Brasil endossou plenamente o resultado. |
1. Diante da invasão russa à Ucrânia, o Brasil condenou formalmente a agressão em fóruns multilaterais e aderiu às sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos e pela União Europeia.
ERRADO
Comentário: O Brasil condenou a invasão em discursos na ONU e em outros fóruns, mas manteve posição de neutralidade quanto às sanções, não aderindo às medidas unilaterais ocidentais.
2. Em 2024, o bloco BRICS passou por uma ampliação histórica, com a inclusão de novos membros como Arábia Saudita, Irã, Etiópia, Egito e Emirados Árabes Unidos, enquanto a Argentina recusou o convite.
CERTO
Comentário: A expansão foi decidida na cúpula de Joanesburgo (2023), com ingresso efetivo em 2024. A Argentina, convidada, declinou após a eleição de Javier Milei.
3. O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, concluído em 2024, já entrou em vigor e está sendo plenamente implementado pelos países signatários.
ERRADO
Comentário: O acordo foi anunciado em dezembro de 2024, após 25 anos de negociação, mas ainda precisa ser ratificado pelos parlamentos nacionais dos países-membros de ambos os blocos.
4. O Brasil é membro permanente do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), com direito a veto, ao lado de países como Estados Unidos e China.
ERRADO
Comentário: O Brasil é membro rotativo (eleito) do Conselho de Segurança, não permanente. Os membros permanentes com poder de veto são EUA, Rússia, China, França e Reino Unido.
5. A China é, desde 2009, o maior parceiro comercial do Brasil, com corrente de comércio superior a 150 bilhões de dólares, superando os Estados Unidos nessa posição.
CERTO
Comentário: A China ultrapassou os EUA em 2009 e mantém a posição de maior parceiro comercial do Brasil, com exportações de commodities (soja, minério de ferro) e importações de manufaturados.
6. Após a ofensiva militar israelense em Gaza, o Brasil rompeu formalmente as relações diplomáticas com o Estado de Israel.
ERRADO
Comentário: Houve crises diplomáticas, trocas de acusações e até a retirada temporária de embaixadores, mas as relações diplomáticas não foram formalmente rompidas pelo Brasil.
7. Durante a presidência brasileira do G20 em 2024, foi proposta e aprovada a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, uma das principais iniciativas da política externa do país.
CERTO
Comentário: A Aliança Global contra a Fome foi uma das prioridades da presidência brasileira do G20 em 2024, com adesão de diversos países e organismos internacionais.
8. O Brasil reconheceu formalmente a vitória de Nicolás Maduro nas eleições venezuelanas de 2025, endossando o resultado sem questionamentos.
ERRADO
Comentário: O governo brasileiro não reconheceu formalmente o resultado eleitoral, questionando a lisura do processo e a falta de transparência na divulgação das atas. A posição deteriorou as relações bilaterais.